O Brasil perdeu um grande jurista e um grande homem. A definição foi dada por Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a morte do ministro Carlos Aberto Menezes Direito.
Para Mendes, Menezes Direito, que morreu nesta terça-feira (1º/9) vítima de câncer no pâncreas, era o juiz mais novo no Tribunal por conta da antiguidade, mas era muito experiente e tinha muito a ensinar a seus colegas.
“Eu perco um grande amigo e perco também um grande conselheiro”, afirmou o presidente, que participou do velório de Direito no prédio do antigo plenário do Supremo , no Centro do Rio de Janeiro.
O ministro Cezar Peluso, vice-presidente do STF, afirmou que, como pessoa, Direito era um “homem extraordinário, leal, solidário, agregador, um homem que trouxe uma contribuição importante, não apenas para o mundo jurídico, mas para a convivência dentro do Tribunal”.
De acordo com Peluzo, Menezes Direito teve participação importantíssima em vários julgamentos no Supremo, como o que liberou pesquisas em células-tronco embrionárias e a que determinou as regras para a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. “ [Ele] vai fazer muita falta não apenas ao STF mas para todos nós. É lamentável”, disse Peluso.
A magistratura também lamentou a morte do ministro. Em nota, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) ressaltou a conduta ética e moral irrepreensível de Direito, que, na visão da entidade, colaborou para o aperfeiçoamento da jurisprudência.
"Detentor de vasta cultura e inteligência, marcou seu trabalho pela maneira minuciosa com a qual se dedicava à análise de cada processo. Trata-se de uma perda irreparável para a magistratura brasileira", disse Mozart Valadares Pires, presidente da AMB.
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, também em nota de pesar, afirmou que a advocacia sempre teve orgulho de tê-lo como seu representante por meio do Quinto Constitucional. Na nota, a OAB afirma que a morte do ministro "cobre de luto o mundo jurídico nacional".
“Sua erudição jurídica, temperada por aguda sensibilidade social, deixa lição de coerência e responsabilidade, que marcam sua breve passagem por aquela Corte”, diz na nota.
O enterro do ministro Menezes Direito está previsto para as 16h, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Com informações da assessoria de imprensa do STF
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